A temporada de premiações de 2026 começou oficialmente com o Critics Choice Awards, e “Uma Batalha Após a Outra” saiu da cerimônia como o grande destaque da noite. O novo filme de Paul Thomas Anderson conquistou o prêmio de Melhor Filme e confirmou o favoritismo que vinha sendo construído desde as primeiras exibições para a crítica, assumindo a dianteira na corrida pelo Oscar logo nos primeiros dias do ano.
Realizada no Barker Hangar, em Santa Monica, a premiação celebrou o melhor do cinema e da televisão de 2025 e deixou claro que a disputa deste ano será intensa. Grandes estúdios dividiram o protagonismo, com produções da Warner Bros., Netflix, A24 e Focus Features espalhadas entre os vencedores, criando um cenário competitivo e pouco previsível.
Vencer Melhor Filme logo na primeira grande premiação do ano não garante o Oscar, mas constrói algo igualmente importante: narrativa e impulso.
O domínio de “Uma Batalha Após a Outra”

Além do prêmio principal, “Uma Batalha Após a Outra” também garantiu vitórias em Melhor Direção para Paul Thomas Anderson, reforçando o reconhecimento autoral do projeto. O filme ainda marcou presença em categorias de atuação, consolidando sua força como um pacote completo, capaz de agradar tanto artisticamente quanto tecnicamente.
O desempenho sólido, sem depender de uma varredura total, ajuda o longa a parecer consistente e equilibrado. Esse tipo de campanha costuma funcionar bem na reta final da temporada, especialmente entre votantes que buscam escolhas seguras, mas relevantes.
“Sinners” lidera em indicações e vence em áreas-chave

Com o maior número de indicações da noite, “Sinners”, de Ryan Coogler, confirmou sua força ao vencer quatro prêmios importantes. Entre eles, Melhor Roteiro Original, o que mantém o filme vivo em uma das categorias mais competitivas do Oscar.
Mesmo sem levar Melhor Filme, “Sinners” demonstrou fôlego criativo e amplo apoio da crítica. É o tipo de produção que cresce por consistência, acumulando reconhecimento técnico e narrativo ao longo da temporada.
Atuação: vitórias que mudam o jogo
As categorias de atuação trouxeram alguns dos momentos mais comentados da noite. Timothée Chalamet venceu como Melhor Ator por “Marty Supreme”, superando nomes considerados favoritos e reforçando sua posição como um dos rostos centrais da nova geração de Hollywood.
Entre as atrizes, Jessie Buckley confirmou expectativas ao vencer por “Hamnet”, uma performance que vem sendo tratada como uma das mais fortes do ano. Sua vitória ajuda a transformar favoritismo crítico em vantagem real na corrida pelo Oscar.
Já na categoria de Ator Coadjuvante, Jacob Elordi foi uma das grandes surpresas, vencendo por “Frankenstein”. O resultado reposiciona o filme, que até então era visto principalmente como forte nas categorias técnicas.
“Frankenstein” brilha nas categorias técnicas

A adaptação dirigida por Guillermo del Toro teve uma noite especialmente positiva nas áreas de artesanato cinematográfico. O filme venceu prêmios de design de produção, figurino e cabelo e maquiagem, além da vitória de Elordi, mostrando força visual e impacto estético.
Quando um filme técnico começa a vencer também em atuação, ele amplia seu alcance dentro da temporada, passando a ser visto como um concorrente mais completo.
Televisão também teve seus destaques
No campo da TV, “Adolescência” liderou a noite com múltiplas vitórias, incluindo Melhor Série Limitada e prêmios de atuação. Já “O Estúdio” e “O Pitt” dividiram o protagonismo entre comédia e drama, respectivamente, confirmando o equilíbrio da disputa televisiva em 2026.
Algumas produções bastante indicadas acabaram deixando a cerimônia sem troféus, mostrando que nem sempre o volume de indicações se converte em vitórias, especialmente em um ano tão competitivo.
Um começo que define o tom da temporada
O Critics Choice Awards não decide o Oscar, mas costuma influenciar conversas, apostas e campanhas. Em 2026, a mensagem inicial foi clara: “Uma Batalha Após a Outra” começa o ano na frente, enquanto outros títulos se organizam para reagir nas próximas premiações.
Com Globo de Ouro, SAG Awards e BAFTA ainda pela frente, a corrida está longe de um desfecho. Mas o primeiro passo já foi dado, e ele pesa mais do que parece.