As indicações ao Screen Actors Guild Awards 2026 redesenharam parte do mapa do Oscar. As categorias de atuação, especialmente Melhor Atriz e coadjuvantes, sofreram impactos diretos. Já a disputa por Melhor Filme permaneceu praticamente intacta, reforçando um status quo que vinha se consolidando ao longo da temporada.
A seguir, uma análise completa, com listas e explicações claras, sobre quem ganhou força, quem perdeu fôlego e por que o SAG foi decisivo — mas não revolucionário — neste momento da corrida.
O peso real do SAG na temporada do Oscar
O SAG é um termômetro poderoso, mas com limitações claras. Trata-se de um prêmio votado por atores norte-americanos, o que historicamente cria:
- Preferência por produções faladas em inglês
- Resistência a performances internacionais
- Maior abertura a nomes já consolidados em Hollywood
Isso explica por que, mais uma vez, filmes estrangeiros fortes ficaram de fora das categorias de atuação, mesmo mantendo excelente desempenho em outros grupos de premiação.
O impacto negativo sobre os filmes internacionais

As maiores omissões do SAG 2026 recaíram sobre produções internacionais com grande prestígio crítico e presença constante na corrida ao Oscar.
Entre os principais prejudicados estão:
- “Valor Sentimental”, apesar do forte trio feminino
- “O Agente Secreto”, mesmo com Wagner Moura sendo um nome conhecido nos EUA
Essas ausências, no entanto, não eliminam esses filmes da disputa. Casos recentes mostram que o Oscar pode corrigir esse viés, especialmente quando:
- O filme está bem posicionado em Melhor Filme
- O ator ou atriz tem reconhecimento prévio da Academia
- A performance já foi validada por críticos e festivais
O SAG limita o alcance dessas campanhas, mas não as encerra.
Netflix sente o golpe mais forte em 2026
Um dos dados mais reveladores das indicações foi o desempenho fraco da Netflix. Apesar de múltiplos títulos em campanha, apenas “Frankenstein” conseguiu atenção relevante.
Principais consequências:
- Jacob Elordi se consolida como o principal nome do estúdio
- Filmes como “Train Dreams” e “Jay Kelly” perdem tração
- A estratégia agressiva da Netflix nesta temporada não se converteu em apoio dos atores
Historicamente, quando a Netflix falha no SAG, suas chances no Oscar diminuem — especialmente nas categorias de atuação.
Melhor Ator: uma disputa mais aberta do que parecia

Antes das indicações, havia a sensação de um grupo quase fechado. O SAG mudou essa percepção.
Agora, o cenário inclui:
- Timothée Chalamet
- Leonardo DiCaprio
- Michael B. Jordan
- Wagner Moura
- Jesse Plemons ganhando força com “Bugonia”
Enquanto isso, Joel Edgerton perde espaço, embora seu filme ainda resista na corrida de Melhor Filme. A disputa deixa de ser previsível e passa a depender fortemente das próximas vitórias televisionadas.
Melhor Atriz: a categoria mais abalada pelo SAG
Aqui está a maior mudança da temporada.
As indicações do SAG:
- Recolocam Emma Stone (“Bugonia”) em posição confortável
- Enfraquecem a campanha de Kate Hudson (“Song Sung Blue”)
- Mantêm aberta a possibilidade de Renate Reinsve surpreender no Oscar
Essa categoria agora depende diretamente de quem vencer o próprio SAG, já que o prêmio será entregue durante a votação final da Academia.

Atriz Coadjuvante: o verdadeiro campo de batalha
Se existe uma categoria imprevisível em 2026, é esta.
Os nomes mais fortes no momento incluem:
- Ariana Grande (“Wicked: For Good”)
- Amy Madigan (“Weapons”)
- Teyana Taylor (“Uma Batalha Após a Outra”)
- Wunmi Mosaku (“Pecadores”)
- Odessa A’Zion (“Marty Supreme”)
Odessa surge como a candidata de crescimento tardio, impulsionada pelo sucesso do filme no circuito de cinema de arte e pelo apoio da A24, conhecida por campanhas eficazes.
Melhor Filme segue praticamente inalterado
Apesar das turbulências nas categorias de atuação, o SAG confirmou os favoritos a Melhor Filme.
Os cinco indicados a Melhor Elenco:
- “Frankenstein”
- “Hamnet”
- “Marty Supreme”
- “Uma Batalha Após a Outra”
- “Pecadores”
Todos continuam firmes na corrida principal do Oscar. Outros títulos como “Avatar: Fogo e Cinzas” e “Wicked: For Good” compensam a ausência de apoio do SAG com força técnica e desempenho abaixo da linha.
O que realmente pode mudar a corrida a partir de agora
Com o SAG sendo exibido em 1º de março de 2026, no meio da votação final do Oscar, o impacto será imediato.
Vitórias decisivas podem:
- Definir Melhor Atriz
- Selar categorias coadjuvantes
- Reforçar campanhas que chegaram enfraquecidas até aqui
O SAG não encerra disputas, mas define o tom emocional final da temporada.